Uma sociedade digital livre: o que torna a inclusão digital boa ou ruim? com Richard Stallman

Richard Stallman, criador do copyleft e um dos fundadores do movimento pelo software livre, foi o palestrante do dia 29 de maio do evento de comemoração do aniversário de noventa anos da UFMG. O tema da fala, inclusão digital, é tensionado pelo palestrante, que concentrou esforços em desmistificar as tecnologias da informação e comunicação de forma a apontar injustiças derivadas do uso de softwares proprietários. Injustiças que vão desde a coleta de dImage.1495724844691ados pessoais do usuário para fins econômicos ou políticos, como a vigilância, até formas de discriminação fomentada por decisões de algoritmos com base em big data. Para Stallman, plataformas digitais possuem usados e não usuários, já que, como aponta didaticamente, em uma fala repleta de exemplos ilustrativos, os softwares proprietários limitam a liberdade dos sujeitos, condicionando-os a padrões de uso e função determinados e controlados pelos proprietários, além das polêmicas backdoors que permitem controle e censura de forma insidiosa. A nebulosidade em torno do funcionamento das TIC’s é o fator que engata a fala do ativista. Stallman concebe, assim, o software livre – código aberto, não proprietário, construído de forma colaborativa – como uma condição necessária para uma sociedade livre.

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