Profª Ângela Marques

  •  Política da imagem, subjetivação e cenas de dissenso: operações de visibilidade no fotojornalismo (2015-atual)
    Descrição: Identificar, nas imagens fotojornalísticas de mulheres beneficiadas pelo Programa Bolsa-Família entre os anos de 2003 e 2013, esse lugar de exposição e emergência do rosto e, ao mesmo tempo, de criação de uma cena na qual se dá a subjetivação. Interessa-me ver, a partir de imagens fotojornalísticas produzidas por ocasião dos 10 anos do Programa (2003-2013), como os corpos e rostos das mulheres fotografadas demonstram resistir às frases, legendas e narrativas que acompanham as imagens através do emprego de “técnicas de si” (Foucault, 1984), ou seja, ver como a imagem pode conferir rosto a um indivíduo, tornando-o sujeito a nossos olhos. E, por isso, por permitir sua aparência, faz emergir o lugar da política.

Situação: Em andamento

Auxílio do CNPq (bolsa de produtividade em pesquisa)
Proposta enviada em resposta ao Edital PRPq 04/2012
Projeto aprovado: com início em março de 2015.
Auxílio da FAPEMIG (Edital Universal 2015) – APQ-03125-15
Aprovado com início para março de 2016

  •  Teorias da Comunicação: Políticas, Processos, Dissensos
    Descrição: Este projeto de pesquisa tem como objetivo delinear os operadores teórico-conceituais em circulação na área de Comunicação, em particular as noções de comunicação deles derivadas. A partir da observação de instâncias distintas de produção acadêmica busca-se observar quais elementos são utilizados como aproximações epistemológicas de uma dada pesquisa com essa área do saber. Apropriados a partir de diversas áreas do conhecimento, os conceitos na área de Comunicação podem ser questionados sobre sua articulação específica com a Área. A partir do exame dessas apropriações procura-se delinear os principais usos do conceito de modo a observar, se tal existem, propriedades comuns que permitam traçar um panorama desses conceitos.

Situação: Finalizado
Integrantes: Angela Cristina Salgueiro Marques; Luís Mauro Sá Martino (Responsável).
Projeto desenvolvido no âmbito do Grupo de Pesquisa Mídia, Instituições e Poder Simbólico (Faculdade Cásper Líbero, SP). Integra a equipe de trabalho como Pesquisadora.

  • Solidariedade em Redes: visibilidade e experiência de vítimas na cultura contemporânea
    Descrição: O projeto marca a parceria entre dois grupos de pesquisa: O GRISORG (Grupo de Estudos sobre Interações em Práticas e Processos Organizacionais), da UFMG e o INCOM (Interações Comunicacionais, Imagens e Culturas Digitais), da UTP. Descrição: O discurso da comum humanidade que vinculava sofredor e espectador na base de uma moralidade piedosa caducou frente às solicitações de uma sociedade tecnológica, multicultural e pluralista. Ao repertório do protesto e da denúncia, como instrumentos privilegiados da modernidade, prevalecem agora novos apelos à chamada sensibilidade humanitária (CHOULIARAKI, 2013) posta diretamente a cada sujeito social conectado. Deste modo, uma profusão de causas individuais tem se amontoado nas redes sociais (não raro, multiplicadas pelos meios de comunicação tradicionais) todos os dias. Causas que se declaram legítimas e justificáveis em tempos de uma precária e insuficiente participação do Estado e que se orientam para uma ação direta às vítimas e oprimidos. Assim, não é mais a proporção espetacular do infortúnio o que garante espaço ou interesse de veículos e públicos, mas a capacidade de mobilização e replicação lhe garante status de um fenômeno para o qual se deve olhar, falar e também se solidarizar. Para isso tem sido preciso particularizar os acontecimentos, atribuir um rosto, uma experiência de vida. Redes sociais e fotologs chamam atenção para o drama individual in loco. Buscamos desenvolver uma análise destas convocações solidárias como uma prática baseada na lógica conexionista que tem vigorado em nossa sociedade. Alguns casos serão trazidos para pensar os seguintes aspectos: o lugar da vítima enquanto instância privilegiada de sua própria enunciação, os mecanismos de visibilidade que são articulados na comunicação modulada pelas redes e em que medida é possível pensar tais práticas como uma espécie de atualização das ações solidárias baseadas em uma política do conexionismo, conforme indicam os estudos de Boltanski e Chiapello (2013).

Situação: Finalizado
Integrantes: Angela Cristina Salgueiro Marques; Angie Gomes Biondi (Responsável) Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq

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